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sábado, 28 de março de 2009

CAMINHOS

Pede-me assim: a áurea azul de lá,
suposto chão.

SILÊNCIO

Trincas-me no tempo do teus olhos vivos,
à luz das estrelas envergonhadas
que povoam o tecto.
Quarto
coberto com odores a chuva.

Povoa-me nas horas mortas
do sorriso
encostado
ao peito;

palavras hú-
midas que a roseira
vai
deixando cair no corpo.

Adormece-me
entre as pétalas orvalhadas
luz e fontes embutidas
nas paredes róseas do sal.

Acorda-me nas tuas mãos avulsas,
arvorescentes de pousios -
as letras.

(...)

Quebro o silêncio das cores;
o entalhe do poema
no odor da garganta
emechado.

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